quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Setembro Amarelo: Leia esse conto e aproveite para refletir!!!

Pedro decide morrer – Igor Freitas

Parei em frente à barreira do viaduto, baixa e bamba, e contemplei o cenário daquela madrugada comum. Debrucei-me sobre as plaquetas de concreto frio e fiquei a olhar fixamente para o horizonte logo a minha frente. Havia tantas nuvens no céu, tantos carros passando logo debaixo de meus pés, tantos fantasmas dentro de meu coração... Um passo e todos iriam embora, embora como as nuvens, livre como os pássaros. Tinha a mão firme, segurava com força já me preparando para me levantar e me equilibrar do outro lado, onde não havia mais barreiras. Meus pés estariam livres para seguir em frente e cair. Não cair, voar!
Estou prestes a levantar a perna quando escuto um homem vir caminhando até mim, vindo da direita. Estranho. Era tarde e poucos passavam ali a pé. Seria um bandido? Ótimo, serei assaltado; mas, ora essa, e daí se eu for? Não tenho mais nada pelo o que viver, afinal de contas. Que me roube logo meus pertences; que me esfaqueie – bom que não terei meu próprio sangue nas mãos. Deus sabe o quanto eu desejei que meu sangue escorresse por mãos alheias. Assim, ao menos eu teria a ilusão de que não causei a minha própria morte. Seria um infortunado, uma vida perdida, não uma vida jogada fora. Já pensei em várias maneiras de como morrer sem parecer que essa havia sido minha escolha. Ninguém precisava saber de minha fraqueza. Ninguém precisava se lembrar de mim pelos estragos causados por eventos os quais eu não tinha controle. Queria morrer como uma vítima, não como um fracassado.  
Mudei de ideia ao perceber que estava sendo um covarde. Mesmo na morte, não tinha coragem de assumir meus atos. Sim, eu quero morrer. Sim, essa é minha escolha. Não fingirei um acidente, não colocarei o peso da minha vida perdida nas costas de um inocente. Assumirei meu erro, e quando encontrarem minha carta, ficará bem claro que a única pessoa responsável por isso sou eu próprio.
Talvez fosse por isso o meu desconforto com a presença do homem que vinha até mim. Eu já havia me decidido que era assim que queria partir: era minha escolha, droga! Deixem saber que morri por causa disso. Deixem saber de todas as tragédias que enfim me ruíram. Não queria ser meramente reduzido a um latrocínio, a um psicopata barato ou alguém ainda mais esquecido por Deus do que eu. Estava decidido a enfrentar o homem caso fosse necessário. Com ele mais próximo e com mais inspeção, percebo que se trata de alguém velho, mais velho que eu ao menos: quarenta, talvez cinquenta anos. Vestia roupas sem cor, largas e velhas, e sua face era carregada, olhos pesados circulados por olheiras, um rosto envelhecido de alguém que talvez já tivera alguma beleza.
Não fiquei a encará-lo. Tratei logo de voltar a face para o horizonte como se fosse um mero bêbado contemplando a paisagem numa madrugada de quarta-feira. Presumi que ou ele me assaltaria ou seguiria em frente, preocupado com seus próprios problemas. Em vez disso, o bendito parou, assumindo uma posição semelhante à minha, a uns três metros de distância.
Fiquei incomodado com sua presença. O homem, ao contrário, parecia tranquilo: tirou um cigarro do bolso e acendeu, tragou e observou. Só fez observar, e logo já não podia mais ignorar sua presença ali.
Não foi necessário, no entanto: ele se pronunciou primeiro.
— Quer um trago?
— Não, obrigado. Parei tem dois meses.  
Ele riu.
— Parou nada. Você traga um toda noite antes de dormir.
Franzi com sua asserção correta, mas logo presumi que ele simplesmente conseguiu farejar o fedor de fumaça do cigarro que havia tragado horas atrás; horas antes de eu decidir morrer.
Quis manda-lo ir se foder, mas parei. Era engraçado, todas as minhas reações normais em situações sociais já não pareciam fazer sentido agora que eu havia decidido morrer.
— Tá certo.
Ele se aproximou, entregou-me o cigarro, acendi, inalei com vontade e exalei. Vendo-o mais de perto, percebo algo intrigante em sua aparência, apesar de não entender exatamente o que era.
— Está aqui pelo motivo que acho que está? – Pergunto, pertinente. Novamente, era algo que eu jamais faria se eu não tivesse decidido morrer; eu simplesmente teria ignorado esse doido, seguido com a minha própria vida e o deixado com seus próprios pensamentos.
— Me matar? Ah, não. É um péssimo lugar para morrer, não acha?
— Como assim? Estarei morto mesmo. Tanto faz.
— É mesmo? Então não liga para o que acontecer quando partir a cabeça no para-brisa de um carro aleatório?
— Vou esperar os carros pararem.
— E se um passar por cima de seu corpo e bater? Já pensou o problema que isso vai causar para as pessoas que estavam no veículo?
Fiquei em silêncio. É claro que havia pensado em tais possibilidades, mas não conseguia conceber outra forma de morrer. Não queria sangrar até desfalecer no meu apartamento com cortes nos pulsos – muito lento e doloroso. Não tinha uma arma para algo fácil e prático, e as cordas que eu tinha não aguentavam meu peso. Melhor mesmo cair.
— Eu não quero trazer problemas para ninguém. Só não consigo mais lidar com os meus.
— Então você vai simplesmente passar a dor adiante? E sua família? Amigos?
Suspiro.
— Olha, quem é você? Desculpe, mas eu não tô a fim de ser julgado por um repleto estranho.
— Eu te conheço melhor do que você pensa, Pedro. Agora, fiquei surpreso. Tudo bem ele adivinhar o cigarro, mas meu nome era um tanto demais.
— Eu não te conheço. Por favor, me deixe em paz.
— Tudo bem, se é o que você quer! Vá em frente. Se mate!
E ficou lá parado, olhando. Quis simplesmente pular a grade e saltar, mas o olhar daquele homem me incomodava profundamente.
— E quanto a você? – Estressei – Que faz aqui, afinal de contas? Veio só me impedir de me matar?
— Sim.
Paro, confuso.
— Como é?
— Sim, eu vim aqui impedi-lo de se matar.
— Eu nem sei quem é você!
— Porra, Pedro, olha de perto! Não me reconhece?!
Enfim, aproximei-me mais do homem. Parei a meio metro dele e observo seu semblante. Logo, num enorme espanto, fui reparando cada traço dele: seu nariz levemente torto, seus olhos grandes, meio redondos, as sobrancelhas abertas.
— Meu Deus! Você é...
— Você. Eu sou você, Pedro, daqui a vinte anos.
Era uma piada. Uma piada muito bem elaborada, sim, mas uma grandessíssima piada.
Não sei por que, mas comecei a rir. Como que se reage ao conhecer você mesmo do futuro? Não faço ideia, então só rio.
— Viu? Sabia que faria isso. Você gargalha quando não sabe o que fazer. Achei que suas convenções sociais não faziam mais sentido agora que havia decidido morrer...
Droga, ele até parecia saber de meus pensamentos. Ele era mesmo eu. Eu era mesmo ele. Meu Deus.
— Tudo bem, então. Você está aqui para me dizer que a vida vale a pena, que as coisas melhoram, que vai dar tudo certo no final. Certo, pode começar. Estou curioso.
Ele – ou eu, sei lá – simplesmente tragou de novo e deu de ombros.  
— Minha vida tá uma droga. Tive altos, tive baixos. Depois, mais baixos. Já faz cinco anos que as coisas não melhoram. Agora, estou desempregado, endividado até o pescoço, solteiro e vivendo de favores. Não é exatamente uma boa vida.
Sinto o peito doer. Droga! Que piada divina mais cruel era essa?! Admito que por tolos dois minutos comecei a ter esperança de novo. Seria como aqueles contos-de-fadas, nos quais um evento mágico acontece e o herói é assegurado de que tudo daria certo: ele era o escolhido, o protegido, o especial. Por dois tolos minutos pensei que eu era esse escolhido. Quantas pessoas recebem mesmo a visita de si mesmas do futuro?
Volto a pensar que era tudo uma piada, uma encenação. Alguém estava tirando uma comigo, como se eu já não tivesse mais motivos para querer morrer. Mas, porra, ele era tão real! No começo, demorei a perceber, mas agora não conseguia deixar de me ver ali envelhecido logo diante de mim. Era algo que não podia mais conceber, então ficou só a tristeza. Minha vida realmente estava fadada à desgraça, e eu mesmo estava ali de prova.
— Então, é isso? Você é o que eu devo esperar para o meu futuro?
— Sim. E não. Eu sou o que você provavelmente vai ser. O futuro é algo incerto: não está gravado em pedra, como muitos acreditam. Esqueça as cartomantes! Quem sabe o que acontecerá amanhã? Tudo depende de suas atitudes.
— Não tô entendendo. Eu estou vendo você aqui. O que aconteceu com você?
— Eu sou você, Pedro: a pessoa que havia decidido morrer, mas que nunca morreu. Todos os dias da minha vida são dias assim, dias como hoje. Dias em que eu não tô nem aí pra convenções sociais, para o que os outros pensam, para mim mesmo. Só sigo nesse viaduto, olhando para sempre esse horizonte, esses carros passando e as nuvens no céu. Tudo, sem mudar nada. Sabe por quê? Porque eu não mudei. Nós não mudamos.
Fico mudo diante o que ele havia me falado. Escoro a face sobre a barreira enquanto digiro sua afirmação. Parte de mim queria soca-lo, mesmo eu não entendendo bem por que. Talvez fosse por ele estar me dizendo uma verdade, e eu não queria ouvir verdades. Queria ouvir mentiras bonitas, promessas de um futuro feliz, uma esposa linda, uma criança no colo, todos sorrindo diante uma casinha amarela com jardim, cerca branca e um cachorro no quintal. Por dois tolos minutos, eu havia acreditado que aquele homem me mostraria isso, mas não era verdade. Minha vida não mudaria porque eu não mudaria. Eu continuaria o mesmo, para sempre me destruindo nos meus próprios maus hábitos os quais eu estou cansado de saber que me ferem, mas que, por Deus, por um motivo eu não consigo muda-los.
— O que eu posso fazer?! Eu não sei! Eu já tentei mudar, mas não consigo.
— “Não consigo”. Adoramos falar isso, não é mesmo?
— Porque é verdade.
— É engraçado, mas antes de você decidir morrer, você também não conseguia falar com um repleto estranho, mas cá estamos.
— É diferente.
— Diferente por quê? Porque você não tem mais nada a perder? Acontece, Pedro, que tem sim, e eu sou a prova. Temos tanto a perder que adiamos nossa morte por vinte anos. Estou aqui, vinte anos esperando um milagre acontecer. Um evento mágico, igual naqueles contos-de-fadas, no qual um anjo apareceria para me salvar e blá-blá.
Aqui, ele respira fundo e dá uma nova tragada antes de completar:
— Baboseira.
Fico calado, esperando-o falar mais. No entanto, ele nada falou, só continuou a tragar.
— Eu não entendo. Você quer então que eu me mate? Você está claramente miserável.
O Pedro de quarenta e cinco anos levanta a cabeça e respira fundo.
— Eu fico pensando em todos os anos que se passaram desde que estive aqui, nesse mesmo viaduto, contemplando essa mesma escolha, e me pergunto se teria sido melhor. A dor com certeza teria acabado. Eu não teria tido tantas novas decepções e dificuldades que pareciam cada vez maiores. Quando eu penso em tudo isso, tudo em mim urge a implorar para você que morra, que acabe com todo o sofrimento que te espera.
Meus lábios tremiam, meus olhos estavam fixos em mim mesmo. Aquele homem indubitavelmente era eu.
Ele, eu, então, começou a chorar. Lágrimas silenciosas escorriam de suas bochechas magras e secas, seus olhos fundos sob olheiras estavam agora vermelhos, fracos, indefesos como os de uma criança, e me imploravam:
— Mesmo com tudo isso, Pedro, quando eu olho para você, agora, eu não consigo pedir para que morra. Eu não consigo. Eu queria muito, mas não consigo! Como posso? Olhe só para você! Como posso simplesmente lhe apontar uma arma e puxar o gatilho?
Ele chorava, e só então reparei o revólver em sua cinta. Fiquei trêmulo, paralisado diante aquela cena surreal.
— Eu menti. Não vim para impedi-lo. Pelo contrário, eu vim me certificar que iria realmente me salvar de vinte anos muito sofridos... Mas, bastou um só olhar para você para eu desistir da ideia toda. Eu sinto muito, Pedro. Eu sinto muito, muito mesmo.
Meu coração batia forte. Eu não sabia como reagir diante aquela cena. Eu não entendia mais o que ele, eu, queria de verdade, mas vê-lo assim de tal maneira só me mostrava que aquela vida não compensava.
— Pedro... – Chamei, sentindo o peso de meu próprio nome na língua – Eu não consigo mais! Se for isso que me aguarda, então... Então eu preciso fazer isso.
 Ele, eu, cessou o choro e respirou fundo. Tragou mais uma vez e fez como se nada tivesse acontecido, pois eu bem sabia que ele, eu, não gostava de chorar na frente dos outros.
— Tudo bem. Vá em frente.
Fiquei mudo novamente, agora repentinamente trêmulo diante o abismo à minha frente. Aquela conversa havia me abalado, e duvidava que conseguiria sequer passar minhas duas pernas por cima da barreira.
— Pode me dar a arma?
Ele, eu, olhou para mim, seus olhos ainda vermelhos.
— Posso. No entanto, não pode usá-la em si mesmo.
 — Como assim?
— Esse não é um revólver comum. Pode tentar se atirar com ele o quanto quiser. Não vai funcionar. Ele só funciona com os outros.
Não estava entendendo. Quem era o outro?
— Com outro? Quer dizer que você atiraria em mim?
— Sim. Foi para isso que eu vim: te matar; me matar. É mais fácil morrer com um rápido tiro, não é? É o que queríamos desde o começo, só que nunca tivemos uma arma! Agora, temos. Você só precisa atirar nele, e tudo ficará bem.
Ele, eu, entregou-me o revólver, mas a quem ele se referia?
Então, virei. Vi um menino andando em minha direção, vindo da esquerda. Um garoto pequeno, miúdo, de talvez um cinco anos. Era bonito, não pelos seus traços ordinários, mas por ele ser meramente uma criança comum e feliz.
Meu coração parou por dois segundos, meu corpo todo sentindo somente a sensação gélida do revólver em minha mão.
— Atire nele, Pedro. – Falou Pedro.
— O quê?!
O menino olhou para mim e começou a chorar:
—Não me mata, por favor!
E eu chorei também.
Desabei em lágrimas. Por mais alto que o menino chorasse, mais eu chorava junto. O dele era um choro genuíno de criança, um choro que partia o coração de um ditador, e eu estava ali, apontando uma arma para ele, pronto para lhe dar um tiro.
— Atire, Pedro. Vamos lá. É isso que você queria que eu fizesse, não é? É isso que você quer fazer consigo mesmo. – Falou Pedro.
Olhei para Pedro, seus pequeninos olhos, seu cabelinho preto escorrido, seu joelho ralado do futebol, e finalmente entendi o que Pedro quis dizer.
Como um ser humano poderia atirar naquela criança? Que tipo de monstro faria isso? Olhe só para ele, tão lindo, tão perfeito, tão cheio de vida e com um futuro pleno pela frente!
Gritei. Atirei a arma pelo viaduto e me caí de joelhos. Pedia perdão ao menino e o abracei, segurei-o forte e lhe prometi que nunca, nunca, nunca o machucaria.
Por vinte e cinco anos, pensei que não me amava. No entanto, ao ver aquele menino, percebi, finalmente, que meu amor próprio sempre existiu. Ele só estava enterrado pela dor. Estava cavado fundo dentro do meu peito, mas mesmo assim sobreviveu depois de quarenta e cinco anos. Por quarenta e cinco anos ele estava lá, e era por isso que Pedro não poderia simplesmente atirar em mim. Era por isso que eu não poderia simplesmente atirar em Pedro.
O sol despontou naquele momento iluminando as faces de nós três – a minha face. Pedro e Pedro sorriam, e eu sorria também. Vi cada um partindo, cada um de um lado, deixando-me ali no meio daquele viaduto, observando o horizonte.
Vivo.




sábado, 24 de setembro de 2016

"Existe algo mais triste do que envelhecer: permanecer criança". Cesare Pavese

A ONU e as pessoas idosas

O mundo está no centro de uma transição do processo demográfico única e irreversível que irá resultar em populações mais velhas em todos os lugares. À medida que taxas de fertilidade diminuem, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais deve duplicar entre 2007 e 2050, e seu número atual deve mais que triplicar, alcançando dois bilhões em 2050. Na maioria dos países, o número de pessoas acima dos 80 anos deve quadruplicar para quase 400 milhões até lá.
As pessoas mais velhas têm, cada vez mais, sido vistas como contribuintes para o desenvolvimento, e suas habilidades para melhorar suas vidas e suas sociedades devem ser transformadas em políticas e programas em todos os níveis. Atualmente, 64% de todas as pessoas mais velhas vivem em regiões menos desenvolvidas – um número que deverá aproximar-se de 80% em 2050.
Para começar a abordar estas questões, a Assembleia Geral convocou a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento em 1982, que produziu o Plano de Ação Internacional de Viena sobre o Envelhecimento, com 62 pontos. Ele insta para ação em assuntos como saúde e nutrição, proteção de consumidores idosos, habitação e meio ambiente, família, bem-estar social, segurança de renda e emprego, educação e a coleta e análise de dados de pesquisa.
Em 1991, a Assembleia Geral adotou o Princípio das Nações Unidas em Favor das Pessoas Idosas, enumerando 18 direitos das pessoas idosas – em relação à independência, participação, cuidado, autorrealização e dignidade. No ano seguinte, a Conferência Internacional sobre o Envelhecimento reuniu-se para dar seguimento ao Plano de Ação, adotando aProclamação do Envelhecimento. Seguindo a recomendação da Conferência, a Assembleia Geral da ONU declarou 1999 o Ano Internacional do Idoso.
A ação a favor do envelhecimento continuou em 2002, quando a Segunda Assembleia Mundial das Nações Unidas sobre o Envelhecimento foi realizada em Madrid. Objetivando desenvolver uma política internacional para o envelhecimento para o século XXI, a Assembleia adotou uma Declaração Política e o Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento de Madrid. O Plano de Ação pedia mudanças de atitudes, políticas e práticas em todos os níveis para satisfazer as enormes potencialidades do envelhecimento no século XXI. Suas recomendações específicas para ação dão prioridade às pessoas mais velhas e desenvolvimento, melhorando a saúde e o bem-estar na velhice, e assegurando habilitação e ambientes de apoio.
“Uma sociedade para todas as idades possui metas para dar aos idosos a oportunidade de continuar contribuindo com a sociedade. Para trabalhar neste sentido é necessário remover tudo que representa exclusão e discriminação contra eles.”
Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento (parágrafo 19), Madrid, 2002
Fonte:  https://nacoesunidas.org/acao/pessoas-idosas/ 



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

"A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda." Oliver Goldsmith


Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, oficialmente Jogos da XV Paralimpíada, mais comumente Paralimpíada do Rio 2016, é um evento multiesportivo para atletas com deficiência organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional, a ser realizado no Rio de Janeiro, de 07 a 18 de setembro de 2016. É a primeira vez que os Jogos Paralímpicos são sediados na América do Sul, na América Latina e em um país lusófono.   É também a segunda vez que acontecem no hemisfério sul, depois de Sydney 2000.   Além disso, é também a nona vez que o Brasil sedia um grande evento multiesportivo. Esta edição terá a inclusão da canoagem e paratriatlo  no programa esportivo.


sábado, 3 de setembro de 2016

O Sexo da Palavra - Projetos Editoriais


O Sexo da Palavra é um projeto inovador na área de produção editorial que tem por objetivo criar pontes entre autores e seus livros de forma dinâmica, rápida e eficiente. Partindo dos estudos de gênero e sexualidade, mote fundamental da editora, o projeto se organiza de maneira orgânica e funcional, priorizando o objeto livro como produto de alta qualidade, com custo acessível e criando um plano de escoamento prático e atual. Dessa forma, conseguimos, além de ocupar um nicho crescente de mercado, criar formas alternativas de produção onde o autor participa de todo o processo sendo acompanhado por uma curadoria específica e um planejamento de posicionamento de marketing com resultados expressivos.

Oriunda de um projeto de estudos literários, a editora se constrói para enfrentar a deficiência do mercado em aglutinar academia e literatura de forma acessível. Assim sendo, O Sexo da Palavra se dispõe a editar coletâneas, textos originais como contos, romances etc, teses e dissertações, entre tantos outros tipos de trabalho ligados a gênero e sexualidade aliando qualidade e preço.

A lógica da editora é conseguir seguir basicamente 3 equações que abreviam a criação de um livro, conforme o esquema a seguir:

3passos.png
Um livro para ser editado por O Sexo da Palavra passa primeiramente por um processo de seleção e curadoria. Nesse estágio o custo não é repassado para o autor, sendo essa fase considerada de viabilidade editorial, considerando-se que o texto condiz com o objetivo da editora e se há interesse comercial para ser trabalhado.
Após os acordos primários e aceitação do texto, o cliente inicia um diálogo com a produção visual, traçando objetivos, que vão desde o desenvolvimento de identidade, ilustração, fotografia, design e diagramação do produto. Os custos dessa fase variam conforme a necessidade do cliente, mas o produto oferecido segue uma tabela para melhor performance editorial. Discute-se nessa fase a quantidade de livros, formato, papel, cor e tudo o mais que envolva a impressão do material.

esquema.png
Fechando esse ciclo e firmando contratação do serviço, o cliente tem diversas opções para dar prosseguimento ao processo. A primeira delas é o custeio por conta própria, recebendo o livro condizente ao contratado sendo de sua responsabilidade a distribuição e venda. Ainda custeando por conta própria, o cliente pode contratar o serviço de marketing e distribuição, que deve ser planejado a partir do posicionamento desejado pelo autor, valendo-se do que a editora está disposta a oferecer. A segunda maneira de produzir o livro é contratando a editora para criar estratégias de financiamento do mesmo, criando uma parceria com o cliente em que ele autoriza uma pré venda do livro em forma de financiamento coletivo, em que o valor arrecadado seja igual ou superior à produção da tiragem. O valor será repassado à editora e o cliente terá como retorno o excedente dessa venda antecipada e possíveis lucros em uma campanha bem sucedida. Aliar a produção com o financiamento é, além de um serviço personalizado e inovador para o cliente, a garantia de que um investimento terá retorno certo. O cliente, desse modo, não investe no seu livro, sendo ele parceiro da editora na divulgação e captação de recurso para que seja editado seu produto.

2maneiras01.png

2maneiras02.png
O Sexo da Palavra ainda é um projeto que pretende se fortalecer e se tornar uma editora. Nesse estágio estamos criando propostas para que possamos realizar projetos que primem pela qualidade e que tragam retorno satisfatório para o cliente. Como projeto-piloto está em produção o livro “Um beijo que Morde – autobiografia ficcional, paternidade e homoerotismo em textos de João Gilberto Noll” do Prof. Dr. Fábio Figueiredo Camargo.

HEADER_MAIL.png
Nos ajude a financiar esse projeto e receba diversas recompensas. A partir do investimento de R$ 20,00 você já recebe um exemplar do livro.
Entre no link da campanha e participe!
FINANCIA.png

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"Uma alma sem respeito é uma morada em ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova." Código Samurai


O Código Penal Brasileiro e o dano ao Patrimônio Público


Tiana Brazão
Acadêmica de Comunicação Social da UFRR


O Código Penal Brasileiro define o crime de dano no caput do art. 163: “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, prevendo pena de detenção, de um a seis meses, ou multa”.
No caso de “dano qualificado”, cuja pena é de detenção de seis meses a três anos e multa, estão elencadas nos quatro incisos do parágrafo único do citado dispositivo. Sendo que o inciso III prevê a qualificadora quando o crime for cometido: “contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista”.
E ainda que, para a existência do dano qualificado de que trata o inciso III, o objeto material do delito deve pertencer à União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista.
Tais Leis devem ser cumpridas para que seja mantida a ordem. Não é por vivermos em um regime democrático de direito, de liberdade de expressão que vamos nos comportar de forma desordenada.
Atualmente, podemos criticar governos, sair às ruas em carro de som e lutar por nossos direitos, sempre de acordo com e amparado por Lei. E podemos mostrar nossa cara, a mesma Lei que fala da liberdade de expressão, proíbe o anonimato, porque ninguém vai ser punido por exercer seus direitos.
Temos direito garantido e deveres estampados na Democracia, porque é assim que funciona. E o meu direito acaba onde termina o do meu irmão e vice-versa. Justamente por vivermos na Democracia, é que não podemos cometer atitudes retrógradas. Agir como se estivéssemos no período da repressão é retroagir.
Somo seres humanos com direito garantido e não podemos nos expor ao ridículo para que as pessoas nos respeitem. O respeito se conquista, não se impõe. E seu eu quero que meu espaço seja respeitado, tenho que respeitar o do meu irmão.
Não posso sair por aí querendo ser visto como pessoa normal, tendo atitude de louco. Não posso exigir respeito se não respeitar o direito dos outros. Quanto ao espaço público é de todos, mas deve ser preservado sim, pois consta na Lei que nós aceitamos cumprir no regime Democrático atual. No mais, devemos arrancar as raízes que ainda restam no pensamento de alguns brasileiros como se vivêssemos na repressão. Isso acabou, é tempo de renovar!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Central de Línguas oferece curso de inglês instrumental - Matrículas devem ser feitas até 9 de setembro

A Central de Línguas da Universidade Federal de Uberlândia (Celin/UFU) está com matrículas abertas para o curso de inglês instrumental. As aulas acontecerão do de 9 de setembro a 5 de novembro, todas as sextas-feiras, das 8h30 às 11h30.
O curso tem como objetivo aplicar estratégias de leitura para que o aluno seja capaz de compreender e interpretar textos escritos em língua inglesa, e não apenas dominar a gramática e o vocabulário contido neles.
Os interessados podem se matricular até o dia 9 de setembro e devem procurar a secretaria da Celin, localizada na sala 1G212, no Bloco G do Campus Santa Mônica, em horário comercial.  O contrato necessário para a matrícula está disponível no site da Celin.
Mais informações pelo telefone (34) 3239-4072 e (34) 3291-8322

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A importância das fábulas para o desenvolvimento das crianças

Fábula: o que é? Qual sua importância para a criança?
Sabemos que a leitura e a contação de histórias trazem muitos benefícios para a educação dos pequenos. Portanto, é bom lembrar de incluir também as fábulas na rotina da leitura.
As fábulas são pequenas narrações que transmitem algum ensinamento ou lição. Essas histórias costumam tratar de temas comuns no dia a dia das crianças, trazendo como personagens os animais que possuem atributos humanos: eles falam, pensam e agem como as pessoas. Dessa forma, cometem erros e acertos e possuem qualidades e defeitos. Ao mesmo tempo que contam uma história “real”, as fábulas remetem a um mundo mágico e imaginário, aproximando-se do universo infantil em forma de fantasia.
As crianças aprendem observando e imitando o que vivenciam. Ao ouvirem uma fábula, elas têm a oportunidade de refletir sobre suas atitudes e valores, tanto no relacionamento com amigos e colegas, quanto com os familiares. Por isso a importância da leitura de fábulas para a educação e aprendizado das crianças.
Mas atenção: nem sempre você precisa contar às crianças qual é a moral da história. Muitas vezes, é mais interessante para o aprendizado deixar que elas mesmas elaborem a moral, a fim de que desenvolvam a capacidade de reflexão e a análise crítica. Em determinadas ocasiões, a história pode ser somente contada, e em algum outro momento do dia a dia ela reaparecerá, trazendo consigo uma oportunidade de aplicação dentro do cotidiano da criança.
As fábulas também são caracterizadas por apresentarem eventos extraordinários, mas ainda assim, familiares às crianças. O tom lúdico proporcionado pelos animais a respeito de um problema ou situação inusitada, pode ajudar a criança a compreender questões que uma conversa séria ou uma bronca não conseguiriam resolver. Essas histórias podem ajudar os pequenos a enfrentar os fatos de uma maneira responsável e divertida.
História: Esopo e a origem das fábulas
Dizem que a fábula é uma das formas mais antigas de se contar histórias. Seu criador é Esopo, um escritor muito sábio da Grécia Antiga (século VI a.C ) que escolhia animais, como raposas, tartarugas, lebres, formigas e cigarras para personagens. Através deles, as histórias podiam retratar as atitudes das pessoas de sua época e mostrar o que era certo e o que era errado. Por isso, algumas fábulas são chamadas de “Fábulas de Esopo”. Mas também muitos outros escritores dedicaram-se a esse tema e ficaram mundialmente famosos, como o latino Fedro (15 a.C. – 50 d.C.) e o francês Jean de La Fontaine (1621 – 1695). Hoje, as fábulas foram modernizadas para atrair os pequenos leitores e recontadas por novos autores.
No livro “A Cigarra e a Formiga”, qual será a lição que a formiguinha dá para a cigarra?
Autora: Annamaria Píffero Rangel – Nível F: para crianças de 6 a 7 anos
O livro “A Floresta Encantada” traz aventura e fantasia para ensinar uma lição muito importante para os pequenos.
 Autora: Lara Gassen Monteiro – Nível P: para crianças de 7 a 9 anos
“A Tartaruga e A Lebre” é mais uma fábula de Esopo transformada em poesia, que traz valores importantes para o aprendizado das crianças.
Autora: Annamaria Píffero Rangel – Nível F: para crianças de 6 a 7 anos

Espetáculo: O Palhaço e a Bailarina - a fábula musical infantil


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Concerto de Violino e Órgão - 08.08.2016 (segunda-feira) às 20h


XVIII Semana da Amamentação do HCU-UFU

Com o tema “Presente Saudável, Futuro Sustentável” tem início na próxima segunda-feira, e vai até o dia 7 de agosto, a Semana da Amamentação. Em Uberlândia, o evento está na 18º edição e é promovido pelo Hospital de Clínicas de Uberlândia da Universidade Federal de Uberlândia (HCU-UFU) com o apoio da secretaria Municipal de Saúde.
Este ano, o tema propõe uma reflexão e discussão sobre a relação entre o aleitamento materno e a sustentabilidade como prática essencial para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) como metas nos próximos 10 anos. Embora não esteja presente diretamente em nenhum dos objetivos, é impossível pensar no cumprimento deles sem o aleitamento materno, pois o leite materno é o alimento mais acessível, seguro, completo e oportuno para bebês e crianças pequenas em qualquer situação socioeconômica e em qualquer lugar do mundo.
A Semana Mundial de Amamentação foi criada em 1992 pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA) e acontece em mais de 120 países.
            Como parte da programação da Semana da Amamentação, o HCU promove no dia 04 de agosto, a partir das 12h, no anfiteatro do Bloco 2 A, campus Umuarama o “Dia Científico”. O evento, aberto a comunidade, terá a apresentação de duas palestras: “Aleitamento Materno: presente saudável, futuro sustentável, com a médica Neonatologista Vânia Olivetti Steffen Abdallah, e “A importância do pré-natal na promoção do aleitamento materno”, com a professora Camila Toffoli. As inscrições são gratuitas e serão feitas no local do evento.
            No sábado, encerrando as atividades da Semana da Amamentação, haverá uma caminhada no Parque do Sabiá, a partir das 8h.

Fonte: Ascom HCU-UFU