sábado, 5 de março de 2016

Cada vez mais precisamos de informação da nossa realidade, das nossas mazelas, para não nos tornarmos solidários e indignados apenas com o que acontece além de nossos muros.

Abraji condena agressões a jornalistas em São Paulo e São Bernardo 
 
Nesta sexta-feira (4.mar.2016), pelo menos oito jornalistas foram agredidos ou hostilizados por manifestantes enquanto cobriam a 24ª fase da operação Lava Jato da Polícia Federal.
Juliano Dip, da TV Bandeirantes, e o cinegrafista que o acompanhava foram empurrados em frente ao prédio em que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva mora, em São Bernardo do Campo (SP). A câmera do profissional foi quebrada e a equipe saiu escoltada pela Polícia Militar. No mesmo local, a repórter da TV Globo Bruna Vieira foi agredida verbalmente.
Na capital paulista, Renato Biazzi e David Irikura (TV Globo) foram empurrados no aeroporto de Congonhas, onde Lula prestou depoimento pela manhã.
Na sede do PT, região central da cidade, o carro em que estava a equipe do repórter André Azeredo (TV Globo) foi recebido a chutes e Mayara Teixeira, do Globo Repórter, teve a câmera arrancada das mãos e quebrada. O motolink Tiago Guerreiro, também da Globo, foi impedido por militantes de entrar para acompanhar a declaração de Lula sobre a operação.
A Abraji repudia as agressões de manifestantes contra os jornalistas e exige que os responsáveis sejam identificados e punidos. Profissionais da imprensa nas ruas cumprem o dever de informar a sociedade e devem ser respeitados. Agredi-los e dificultar este trabalho são formas de agir contra a democracia.
Diretoria da Abraji, 4 de março de 2016. 


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