sexta-feira, 4 de março de 2016

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BERTONHA, J. F. Cidadania, nacionalidade e identidade num mundo de migração internacional. Revista Espaço Acadêmico, Maringá/PR, n.66, nov.2006. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/066/66bertonha.htm>. Acesso em: 23 ago. 2015.

        O texto Cidadania, nacionalidade e identidade num mundo de migração internacional., do Prof. Dr. João Fábio Bertonha, tem como objetivo discutir as crescentes migrações internacionais sob a ótica dos Estados e sociedades que se questionam sobre os efeitos desses movimentos para a coesão social e para o próprio conceito de cidadania e pertencimento social.
O autor cita como exemplos: os Estados Unidos em relação aos latinos, a Europa em relação aos islâmicos, a Itália e a Holanda que estabelecem critérios de avaliação, como a proficiência na língua, para os candidatos à imigração. Trata-se de mostrar que a imigração atual é diferente da que ocorreu em séculos passados e hoje, parece estar associada à chamada transnacionalidade, ou seja, algo que permite às pessoas mudarem de um país para outro sem necessariamente aderir a uma nova cultura e realidade.
Mas apesar disso, o autor destaca que o fato dos novos imigrantes serem mais diversos do ponto de vista da cultura e da língua do que os antigos, isso fomenta o potencial de conflitos e tensões dentro das sociedades. Há racismo e intolerância de ambos os lados.
Segundo Bertonha,
 “Tudo seria mais fácil se os países de imigração aceitassem o fato de que os imigrantes não são como eles e que a chegada do “diferente” apenas enriquece a cultura e a economia locais. Tolerância e esforço de inclusão são as palavras chave nesse mundo de deslocamento populacional maciço”.
            O autor também destaca a questão da cidadania em relação à imigração. Alguém que nasce em um país, mas cresce e se desenvolve em outro, como fica a sua cidadania, além das questões jurídicas? Qual a identidade referencia esse indivíduo? A reflexão recai sobre a dupla cidadania, o senso de pertencimento, a identificação, a vivência e a participação política e social. 
            Portanto, esta é uma questão complexa que reflete os problemas de um mundo em movimento, no qual pessoas com múltiplas identidades coexistem e manifestam demandas e questionamentos aos Estados de modo contínuo e mutante.
Por Alessandra L. Rocha - Set. 2015

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