sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Elementos de Cidadania – Tolerância e Respeito à Diversidade

A filosofia da Paz começa pela Tolerância e o respeito à Diversidade; e esse ensinamento começa na infância.
As crianças só agem em contrariedade a esses princípios ou elementos de cidadania, a partir dos exemplos que referenciam o seu cotidiano.
Por isso, os adultos precisam prestar mais atenção no que dizem no que transmitem e em seus comportamentos mais simples do dia a dia.
Em prol de um mundo melhor, vejam só que bacana a ideia da Mattel, que é dona e criadora da Barbie:

A BARBIE VAI GANHAR UM NOVO CORPO!

Não só de palavras vive a comunicação, sabia???

A Comunicação Verbal e não verbal

A Comunicação é entendida como a transmissão de estímulos e respostas provocadas, através de um sistema completa ou parcialmente compartilhado. É todo o processo de transmissão e de troca de mensagens entre seres humanos.

Esquema da Comunicação de R. Jakobson:


Para se estabelecer comunicação, tem de ocorrer um conjunto de elementos constituídos por: um emissor (ou destinador), que produz e emite uma determinada mensagem, dirigida a um receptor (ou destinatário). Mas para que a comunicação se processe efetivamente entre estes dois elementos, deve à mensagem ser realmente recebida e descodificada pelo receptor, por isso é necessário que ambos estejam dentro do mesmo contexto (devem ambos conhecer os referentes situacionais), devem utilizar um mesmo código (conjunto estruturado de signos) e estabelecerem um efetivo contato através de um canal de comunicação. Se qualquer um destes elementos ou fatores falhar, ocorre uma situação de ruído na comunicação, entendido como todo o fenômeno que perturba de alguma forma a transmissão da mensagem e a sua perfeita recepção ou descodificação por parte do receptor.

Elementos da Comunicação:

- Codificar: transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um sistema de signos;

- Descodificar: decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado de informação) de cada pessoa;

- Feedback: corresponde à informação que o emissor consegue obter e pela qual sabe se a sua mensagem foi captada pelo receptor.

LINGUAGEM VERBAL: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de abstração e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmo, mas nas pessoas (no repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras);

LINGUAGEM NÃO VERBAL: as pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, a entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação.

Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época.

A comunicação verbal é plenamente voluntária; o comportamento não verbal pode ser uma reação involuntária ou um ato comunicativo propositado.

Alguns psicólogos afirmam que os sinais não verbais têm as funções específicas de regular e encadear as iterações sociais e de expressar emoções e atitudes interpessoais.

a) expressão facial: não é fácil avaliar as emoções de alguém apenas a partir da sua expressão fisionômica. Por vezes os rostos transmitem espontaneamente os sentimentos, mas muitas pessoas tentam inibir a expressão emocional.

b) movimento dos olhos: desempenha um papel muito importante na comunicação. Um olhar fixo pode ser entendido como prova de interesse, mas noutro contesto pode significar ameaça provocação.

Desviar os olhos quando o emissor fala é uma atitude que tanto pode transmitir a ideia de submissão como a de desinteresse.

c) movimentos da cabeça: tendem a reforçar e sincronizar a emissão de mensagens.

d) postura e movimentos do corpo: os movimentos corporais podem fornecer pistas mais seguras do que a expressão facial para se detectar determinados estados emocionais. Por ex.: inferiores hierárquicos adotam posturas atenciosas e mais rígidas do que os seus superiores, que tendem a mostrar-se descontraídos.

e) comportamentos não verbais da voz: a entoação (qualidade, velocidade e ritmo da voz) revela-se importante no processo de comunicação. Uma voz calma geralmente transmite mensagens mais claras do que uma voz agitada.

f) a aparência: a aparência de uma pessoa reflete normalmente o tipo de imagem que ela gostaria de passar. Através do vestuário, penteado, maquiagem, apetrechos pessoais, postura, gestos, modo de falar, etc., as pessoas criam uma projeção de como são e de como gostariam de ser tratadas. As relações interpessoais serão menos tensas se a pessoa fornecer aos outros a sua projeção particular e se os outros respeitarem essa projeção.

Conclusão: na interação pessoal, tanto os elementos verbais como os não verbais são importantes para que o processo de comunicação seja eficiente.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Princípio da Igualdade de Direitos - A Comunicação é um deles, sabia???

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS – LIBRAS (Lei n.º 10.436, de 24/04/2002)
 

Art. 1º.
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil
Art. 4º.
Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS não poderá substituir a modalidade escrita da Língua Portuguesa.
 
E POR QUE ELA É TÃO IMPORTANTE PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA?
Porque, no Brasil, segundo a Associação de Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear (ADAP), em reportagem de 2013:
 
“Segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, cerca de 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva (DA), o que representa 5,1% da população brasileira. Deste total cerca de 2 milhões possuem a deficiência auditiva severa (1,7 milhões têm grande dificuldade para ouvir e 344,2 mil são surdos), e 7,5 milhões apresentam alguma dificuldade auditiva. No que se refere a idade, cerca de 1 milhão de deficientes auditivos são crianças e jovens até 19 anos. O censo também revelou que o maior número de deficientes auditivos, cerca de 6,7 milhões, estão concentrados nas áreas urbanas.[...]” (ADAP, 2013)        
 

Então, diante de dados tão significativos, a presença do ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) de escolas bilíngues e/ou de professores bilíngues ou de interpretes desde a Educação Primária, no Brasil, pode representar um avanço importante no processo de inclusão e acessibilidade; inclusive, proporcionando a visibilidade para que outras deficiências possam também ter suas demandas atendidas e favorecendo o desenvolvimento de uma interação estimulante e desafiadora, a partir de uma convivência permeada por sentimentos de solidariedade e colaboração. Ou seja, o ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é um direito pautado no Princípio da Igualdade previsto na Constituição Brasileira.

Elementos de Cidadania - A Língua de um povo


Língua, Linguagem... Será que é tudo a mesma coisa?!


  • Linguagem é a capacidade que apenas os seres humanos possuem de se comunicar por meio de línguas.
  • Língua é definida como um sistema de signos vocais utilizados como meio de comunicação entre os membros de um grupo social ou de uma comunidade linguística.

Linguagem e Identidade Social

Segundo Le Page (1980), todo ato de fala é um ato de identidade. A linguagem é o índice por excelência da identidade. As escolhas linguísticas são processos inconsciente que o falante realiza e está associado às múltiplas dimensões constitutivas da identidade social e aos múltiplos papéis sociais que o usuário assume na comunidade de fala. O que determina a escolha de uma ou outra variedade é a situação concreta de comunicação.

A história da colonização do Brasil mostra o processo de formação da nossa língua à luz dos aspectos mais marcantes para a diversidade linguística presente em nosso território, um país monolíngue. Pôr exemplo a língua trazida para o Brasil pelos portugueses conservou-se, nos grandes centros de colonização no litoral, onde havia constante intercâmbio comercial e cultural com a metrópole, bem semelhante à modalidade lusitana, distinguindo-se dela, porém, em alguns traços. Com relação aos vernáculos rurais, observa-se um maior distanciamento da norma portuguesa, pois nessa modalidade, possivelmente, foi mais acentuada a influência das línguas indígenas e dos falares dos negros que vinham para o Brasil dominando ou não o dialeto crioulo que já se instituíra na África, em colônias também portuguesas.

A atribuição de prestígio a uma variedade linguística decorre de fatores de ordem social, política e econômica. Ao longo de toda a história brasileira, o português falado pelas classes mais favorecidas tem sido a variedade prestigiada em detrimento da todas as outras, é a chamada norma-padrão ou língua-padrão, é a que foi eleita como representativa de um país, é ensinada e aprendida na escola. Quando uma variedade de língua é eleita variedade padrão, ela ganha alta condição social (status) e passa a ser instrumento de dominação sobre as demais variedades que passam a ser consideradas inferiores, devido a uma visão preconceituosa, perpetuada de alguma maneira pôr meio das regras impostas pela gramática da língua escrita, que legitima a linguagem padrão como única.

No caso do Brasil, a norma-padrão atual foi determinada pelas mudanças de polos econômicos, políticos e culturais do país e reforçada pelo preconceito que impõe uma suposta superioridade do falar urbano (dos escolarizados, letrados) sobre o falar rural (dos analfabetos ou com pouco letramento).

(Fragmento do artigo Linguagem e identidade social – uma abordagem sociolinguística”, de Tércia Ataíde França Teles - Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal)