segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Quando a realidade de alguns passa despercebida para a maioria, a comunicação estabelece lacunas silenciadas pelo tempo.


Holocausto Brasileiro - Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes No Maior Hospício do Brasil

Arbex, Daniela

Geração Editorial

Neste livro-reportagem fundamental, a premiada jornalista Daniela Arbex resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da nossa história: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Ao fazê-lo, a autora traz à luz um genocídio cometido, sistematicamente, pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, funcionários e também da população, pois nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a omissão da sociedade. Pelo menos 60 mil pessoas morreram entre os muros da Colônia. Em sua maioria, haviam sido internadas à força. Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos 33 eram crianças. (Fonte: http://www.saraiva.com.br/holocausto-brasileiro-vida-genocidio-e-60-mil-mortes-no-maior-hospicio-do-brasil-4896352.html)

 

Assista à entrevista com a jornalista Daniela Arbex sobre o livro-reportagem em que ela descreve a vida dos internos no hospício da cidade de Barbacena, em Minas Gerais, conhecido como Colônia.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Língua Materna - a base da nossa comunicação!


21/02 - Dia Internacional da Língua Materna - Educação de qualidade, língua(s) de ensino e resultados de aprendizagem

 

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, 21 de fevereiro de 2016

O tema do Dia Internacional da Língua Materna de 2016 é “Educação de qualidade, língua(s) de ensino e resultados de aprendizagem”.

Isso destaca a importância da língua materna para a educação de qualidade e a diversidade linguística, para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Em seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n. 4, a Agenda 2030 enfoca a educação de qualidade e a aprendizagem ao longo da vida para todos, com o objetivo de permitir que todas as mulheres e todos os homens adquiram habilidades, conhecimento e valores, para se tornar tudo o que desejarem e participar de maneira plena em suas sociedades. Isso é especialmente importante para meninas e mulheres, assim como para minorias, povos indígenas e populações rurais. Ademais, isso se reflete no Marco de Ação para Educação 2030, um roteiro para implementar a Agenda 2030, incentivar o pleno respeito pelo uso da língua materna no ensino e na aprendizagem e, por fim, promover e preservar a diversidade linguística.

O multilinguismo é essencial para fazer avançar esses objetivos – é crucial para o sucesso de toda a Agenda 2030, no que diz respeito ao crescimento, ao emprego e à saúde, assim como ao consumo e à produção sustentáveis, e à mudança climática.

A UNESCO tem o mesmo foco para fazer avançar a diversidade linguística na internet, por meio do apoio aos conteúdos locais relevantes, assim como à alfabetização midiática e informacional. Por meio dos Sistemas de Conhecimento Local e Indígena (Projeto LINKS), a UNESCO destaca a importância das línguas maternas e locais como canais para salvaguardar e compartilhar culturas e conhecimentos autóctones, que são amplos acervos de sabedoria.

As línguas maternas em uma abordagem multinguística são componentes essenciais da educação de qualidade, o que em si é a base para o empoderamento de mulheres, homens e suas sociedades. Devemos reconhecer e alimentar esse poder, com o objetivo de não deixar ninguém para trás, para construir um futuro mais justo e sustentável para todos.

Esta é a mensagem da UNESCO neste Dia Internacional da Língua Materna. 

Por falar na mágica comunicação através dos livros, da leitura; você conhece o Instituto Pró-Livro?

Sobre o Instituto Pró- Livro
O Instituto Pró- Livro – IPL é uma associação de caráter privado e sem fins lucrativos mantida com recursos constituídos, principalmente, por contribuições de entidades do mercado editorial, com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro.
Foi criado em outubro de 2006, como resultado de estudos e conversação entre representantes do governo e entidades do livro, e constitui uma resposta institucional à preocupação de especialistas de diferentes segmentos – públicos e privados – das áreas da educação, cultura e de produção e distribuição do livro, pelos níveis de letramento e hábitos de leitura da população em geral e, em particular, dos jovens, significativamente inferiores à média dos países industrializados e em desenvolvimento.
Concretiza-se num conjunto de estratégias destinadas a promover a competência leitora, os hábitos de leitura e o acesso aos livros, especialmente voltado à inclusão cultural de 70 % da população brasileira que não tem acesso ao livro e aos bens culturais.
O Instituto conta com recursos financeiros das contribuições de seus associados para desenvolver diretamente ou apoiar projetos de estimulo a leitura e promoção de acesso ao livro envolvendo toda a população.
Serão estimulados e priorizados os Projetos e publico alvo que atendam aos seus Objetivos, Estratégias e Plano de Metas, baseado em sua arrecadação anual. Deverão ser privilegiados, como publico alvo as crianças e os jovens, o que demandará mobilizar os principais responsáveis pela sua educação e hábitos de leitura: educadores, pais, bibliotecários, animadores e mediadores de leitura.
Propõe-se a dar agilidade e transparência à execução das ações, oferecendo alternativas para o poder publico e estabelecendo parcerias voltadas a efetiva implementação dos principais Eixos nomeados pelo Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL, priorizando as ações consideradas pelo Instituto como viáveis e essenciais para seus objetivos. [...]

Livro: o grande veículo de comunicação. Um companheiro para todas as horas!!!

 
 
 
 
 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Comunicação: Quando o melhor da história está justamente nas entrelinhas...

A quinta história

Clarice Lispector

Esta história poderia chamar-se “As Estátuas”. Outro nome possível é “O Assassinato”. E também “Como Matar Baratas”. Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.

A primeira, “Como Matar Baratas”, começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de-dentro delas. Assim fiz. Morreram.

A outra história é a primeira mesmo e chama-se “O Assassinato”. Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó até que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.

A terceira história que ora se inicia é a das “Estátuas”. Começa dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora,um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco da comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer em Pompéia. Sei como foi esta última noite, sei da orgia no escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e com tal, tal olhar de censura magoada. Outras — subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! — essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te... Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco, terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: “é que olhei demais para dentro de mim! é que olhei demais para dentro de...” — de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.

A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma população lenta e viva em fila indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? - como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? - no vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem “adeus”, e certa de que qualquer escolha seria a do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: “Esta casa foi dedetizada”.

A quinta história chama-se “Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia”. Começa assim: queixei-me de baratas...


*Conto das obras Felicidade clandestina e A legião estrangeira.

Nada pode ser ‘da boca pra fora’. Palavras sozinhas não mudam o mundo. Comunique-se através do seu engajamento, da sua participação consciente. Faça parte do Pacto Global!


O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção refletidos em 10 princípios. Essa iniciativa conta com a participação de agências das Nações Unidas, empresas, sindicatos, organizações não-governamentais e demais parceiros necessários para a construção de um mercado global mais inclusivo e igualitário. Hoje já são mais de 12 mil organizações signatárias articuladas por cerca de 150 redes ao redor do mundo.
As empresas participantes do Pacto Global são diversificadas e representam diferentes setores da economia, regiões geográficas e buscam gerenciar seu crescimento de uma maneira responsável, que contemple os interesses e preocupações de suas partes interessadas - incluindo funcionários, investidores, consumidores, organizações militantes, associações empresariais e comunidade.
O Pacto Global não é um instrumento regulatório, um código de conduta obrigatório ou um fórum para policiar as políticas e práticas gerenciais. É uma iniciativa voluntária que procura fornecer diretrizes para a promoção do crescimento sustentável e da cidadania, por meio de lideranças corporativas comprometidas e inovadoras.
O Pacto Global conta com um website referencial sobre cidadania empresarial com informações das iniciativas dos escritórios da ONU, eventos programados e informações sobre as empresas signatárias no Brasil e no mundo (www.unglobalcompact.org)Além de dar complementaridade às práticas de responsabilidade social empresarial e ser um compromisso mundial, o Pacto Global é uma iniciativa importante e base para a criação da ISO 26000 de RSE.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Uma boa comunicação pode salvar vidas. Leia e propague essas informações!


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5 Things You Really Need to Know About Zika

Posted on February 24, 2016 by Blog Administrator

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Outbreaks of Zika have been reported in tropical Africa, Southeast Asia, the Pacific Islands, and most recently in the Americas. Because the mosquitoes that spread Zika virus are found throughout the world, it is likely that outbreaks will continue to spread. Here are 5 things that you really need to know about the Zika virus.

Zika is primarily spread through the bite of an infected mosquito.

Many areas in the United States have the type of mosquitoes that can become infected with and spread Zika virus. To date, there have been no reports of Zika being spread by mosquitoes in the continental United States. However, cases have been reported in travelers to the United States. With the recent outbreaks in the Americas, the number of Zika cases among travelers visiting or returning to the United States will likely increase.

These mosquitoes are aggressive daytime biters. They also bite at night. The mosquitoes that spread Zika virus also spread dengue and chikungunya viruses.

The best way to prevent Zika is to prevent mosquito bites.

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Protect yourself from mosquitoes by wearing long-sleeved shirts and long pants. Stay in places with air conditioning or that use window and door screens to keep mosquitoes outside.  Sleep under a mosquito bed net if air conditioned or screened rooms are not available or if sleeping outdoors.

Use Environmental Protection Agency (EPA)-registered insect repellents. When used as directed, these insect repellents are proven safe and effective even for pregnant and breastfeeding women.

Do not use insect repellent on babies younger than 2 months old. Dress your child in clothing that covers arms and legs. Cover crib, stroller, and baby carrier with mosquito netting.

Read more about how to protect yourself from mosquito bites.

Infection with Zika during pregnancy may be linked to birth defects in babies.

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Zika virus can pass from a mother to the fetus during pregnancy, but we are unsure of how often this occurs. There have been reports of a serious birth defect of the brain called microcephaly (a birth defect in which the size of a baby’s head is smaller than expected for age and sex) in babies of mothers who were infected with Zika virus while pregnant. Additional studies are needed to determine the degree to which Zika is linked with microcephaly. More lab testing and other studies are planned to learn more about the risks of Zika virus infection during pregnancy.

We expect that the course of Zika virus disease in pregnant women is similar to that in the general population. No evidence exists to suggest that pregnant women are more susceptible or experience more severe disease during pregnancy.

Because of the possible association between Zika infection and microcephaly, pregnant women should strictly follow steps to prevent mosquito bites.

Pregnant women should delay travel to areas where Zika is spreading.

Until more is known, CDC recommends that pregnant women consider postponing travel to any area where Zika virus is spreading. If you must travel to one of these areas, talk to your healthcare provider first and strictly follow steps to prevent mosquito bites during the trip.

If you have a male partner who lives in or has traveled to an area where Zika is spreading, either do not have sex or use condoms the right way every time during your pregnancy.

For women trying to get pregnant, before you or your male partner travel, talk to your healthcare provider about your plans to become pregnant and the risk of Zika virus infection. You and your male partner should strictly follow steps to prevent mosquito bites during the trip.

 

Returning travelers infected with Zika can spread the virus through mosquito bites.

During the first week of infection, Zika virus can be found in the blood and passed from an infected person to a mosquito through mosquito bites. The infected mosquito must live long enough for the virus to multiply and for the mosquito to bite another person.

Protect your family, friends, neighbors, and community! If you have traveled to a country where Zika has been found, make sure you take the same measures to protect yourself from mosquito bites at home as you would while traveling. Wear long-sleeved shirts and long pants , use insect repellant, and stay in places with air conditioning or that use window and door screens to keep mosquitoes outside.

For more information on the Zika virus, and for the latest updates, visit www.cdc.gov/zika.

 

Posted on February 24, 2016 by Blog Administrator

 



 
Available in http://blogs.cdc.gov/publichealthmatters/2016/02/5-things-you-really-need-to-know-about-zika/