segunda-feira, 27 de junho de 2016

Saiba o que fazer com o direito que tem nas mãos!

Eleições no Brasil: A história do voto no Brasil
Por Antonio Carlos Olivieri
 
Eleições diretas ou indiretas, e a cargos muito variados, ocorrem em nosso território há cerca de cinco séculos. Vale a pena conhecer a história do voto no Brasil e saber como esse direito, que já foi restrito a muito poucos, se estendeu aos cerca de 130 milhões de eleitores atuais.
 
História do voto no Brasil
Data de 1532 a primeira eleição aqui organizada. Ela ocorreu na vila de São Vicente, sede da capitania de mesmo nome, e foi convocada por seu donatário, Martim Afonso de Souza, visando a escolher o Conselho administrativo da vila. Na verdade, durante todo o período colonial, as eleições no Brasil tinham caráter local ou municipal, de acordo com a tradição ibérica.

Eram votantes os chamados "homens bons", expressão ampla e ambígua, que designava, de fato, gente qualificada pela linhagem familiar, pela renda e propriedade, bem como pela participação na burocracia civil e militar da época. A expressão "homens bons", posteriormente, passou a designar os vereadores eleitos das Casas de Câmara dos municípios, até cair em desuso. As Câmaras acumulavam, então, funções executivas e legislativas.
Cortes Portuguesas
Somente um ano antes da proclamação da Independência, em 1821, ocorreu a primeira eleição brasileira em moldes modernos. Elegeram-se os representantes do Brasil para as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, após a Revolução Constitucionalista do Porto e a volta do rei dom João 6º. a Portugal, em 1820.

Desde 1808, dom João governava o Império português a partir do Brasil, devido a invasão da península Ibérica por
Napoleão Bonaparte. Nesse período o Brasil perdeu a condição colonial, tornando-se Reino Unido a Portugal e Algarves. Desse processo, como se sabe, resultou a proclamação de nossa Independência por dom Pedro 1º. E, com ela, uma nova ordenação jurídica e política, que apresentava, naturalmente, novas regras eleitorais.
Durante o Império
A primeira Constituição brasileira, outorgada por dom Pedro 1º. Em 1824, definiu as primeiras normas de nosso sistema eleitoral. Ela criou a Assembleia Geral, o órgão máximo do Poder Legislativo, composto por duas casas: o Senado e a Câmara dos Deputados - a serem eleitos pelos súditos do Império.

O voto era obrigatório, porém censitário: só tinham capacidade eleitoral os homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada. Estavam excluídos da vida política nacional quem estivesse abaixo da idade limite, as mulheres, os assalariados em geral, os soldados, os índios e - evidentemente - os escravos.[...]


domingo, 26 de junho de 2016

"Uma alma sem respeito é uma morada em ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova". Código Samurai

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome". Mahatma Gandhi


Lançamento literário


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar". Nelson Mandela


#FicaaDica

Como a aprendizagem acontece? Como as tecnologias atualmente disponíveis influenciam esse processo? Nesse livro, Lino de Macedo e Rodrigo Bressan procuram mostrar de que modo os estudos em neurociências podem lançar luz sobre vários aspectos do desenvolvimento de crianças e adolescentes na escola. Aqui, são abordados temas caros a essas faixas etárias, como a prática do bullying, o uso de tablets e celulares em sala de aula e o acesso a jogos eletrônicos. Nesse contexto, os autores ressaltam a importância de estabelecer limites e de incluir questões da saúde na formação do professor, para ajudá-lo a reconhecer entre os alunos aqueles com dificuldades de aprendizagem e, também, a lidar com as próprias angústias advindas de seu trabalho. Por isso, informar-se para a prevenção é fundamental. (Fonte: http://www.livrariacultura.com.br/p/desafios-da-aprendizagem-como-as-neurociencias-podem-ajudar-pais-e-professores-46157036)

Olá, professor (a)! Como você ajuda seu aluno a entender o mundo onde vive?

Fonte: Depto. de Divulgação / Editora Moderna

Think about it!


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Dia Mundial dos Refugiados - 2016


#ComOsRefugiados

Em todo o mundo, o Dia Mundial do Refugiado - celebrado mundialmente em 20 de junho - é uma oportunidade para celebrar a força, a coragem e a perseverança das pessoas que foram forçadas a deixar suas casas e seus países por causa de guerras, perseguições e violações de direitos humanos.
Em um mundo onde a violência força diariamente centenas de famílias a fugir em busca de paz para suas vidas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) acredita que este é o momento para mostrar aos líderes mundiais que o mundo está solidário #ComOsRefugiados. Por isso, o ACNUR lançará a petição #ComOsRefugiados em junho para mandar uma mensagem aos governantes para que trabalhem juntos pelos refugiados.
Assinando a petição #ComOsRefugiados, qualquer pessoa ao redor do mundo pode exigir que os governos trabalhem juntos e façam sua parte pelos refugiados.  
A petição #ComOsRefugiados será entregue na sede da ONU em New York com ocasião da sessão da Assembleia Geral da ONU no dia 19 de setembro. A petição pede aos governos que:
• Garantam que todas as crianças refugiadas tenham acesso à educação.
• Garantam que todas as famílias refugiadas tenham um lugar seguro para viver.
• Garantam que todos refugiados possam trabalhar e adquirir conhecimentos que contribuam de forma positiva para suas comunidades.
Adicione seu nome à petição para mostrar que o mundo está #ComOsRefugiados.

Campanha #ComOsRefugiados

Relatório do ACNUR aponta a necessidade de reassentamento para 1,19 milhões de pessoas em 2017
Genebra, 13 de junho de 2016 (ACNUR) - Com uma infinidade de conflitos e crises provocando um recorde de deslocamento ao redor do mundo, o reassentamento tem se tornado uma parte cada vez mais importante dos esforços do ACNUR para encontrar soluções e buscar responsabilidades compartilhadas mais justas para os refugiados. É o que diz um relatório do ACNUR divulgado hoje em uma reunião anual em Genebra.
Enquanto o relatório UNHCR Projected Global Resettlement Needs 2017 (Projeções do ACNUR para a Necessidade de Reassentamento Global 2017) diz que mais de 1 milhão de refugiados foram encaminhados pelo ACNUR para mais de 30 países de reassentamento na última década, o número de pessoas que necessita ser reassentada ultrapassa, e muito, as oportunidades existentes.
O relatório diz que, apesar do aumento das cotas de reassentamento em alguns países, a expansão da capacidade global de reassentamento, aliado aos aumentos de pedidos, projetam uma estimativa que ultrapassa 1,19 milhões pessoas com essa necessidade em 2017.
Em resposta, o ACNUR pretende encaminhar 170.000 refugiados para serem reassentados no próximo ano, com base nas cotas globais esperadas dos Estados de acolhida. Isso se compara ao índice atual de aproximadamente 143.000 pessoas para 2016, e mais de 100.000 pedidos em 2015 e 2014, respectivamente. Apesar do aumento das cotas por Estados e das solicitações aceitas, a diferença em termos de necessidades continua a ser elevada.
A previsão de 1,19 milhões de pessoas representa 72% a mais que as necessidades em 2014, que correspondiam a 691.000 pessoas, antes de se iniciar o reassentamento em larga escala de sírios. Em 2017, estima-se que os sírios serão responsáveis por 40% das necessidades, seguidos pelo Sudão (11%), Afeganistão (10%) e da República Democrática do Congo (9%).
O relatório também afirma que 2015 foi um ano recorde de aceitações nos países terceiros, contabilizando 134.044 pessoas, um aumento de 29% comparado aos 103.890 registrados em 2014.
"Estamos vendo o reassentamento sendo levado a um novo nível, o que pode ser um meio eficaz de partilhar a responsabilidade pela proteção dos refugiados", disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. "Mas muito mais precisa ser feito para manter o ritmo, com o crescente número de situações vulneráveis críticas".
"O reassentamento é agora uma solução mais importante do que nunca, e devemos aproveitar esta oportunidade para aumentar o número de refugiados a serem beneficiados por esse sistema, além de outras vias de admissão", acrescentou. O ACNUR estima que mais de 1 milhão de pessoas necessitam ser reassentadas, por estarem incapazes de voltar para casa ou se integrar nos países de acolhimento por uma série de razões.
A crise síria marcou uma grande mudança no foco de reassentamento, que continua a ter efeitos. Em 2014, os sírios foram o maior grupo encaminhado para reassentamento e, em 2015, em média duas em cada cinco solicitações foram de sírios, em comparação com uma em cada cinco, em 2014. Outros países de origem que estiveram no topo em 2015 são: República Democrática do Congo (20.527), Iraque (11.161), Somália (10.193) e Myanmar (9.738). Esses quatro países, junto à Síria com 53.305 pessoas, somam quase 80% dos pedidos deste ano.
O reassentamento continua a ser uma medida eficaz para as pessoas em necessidade, como sobreviventes de violência ou tortura, que no ano passado foram responsáveis por 24% dos pedidos - quatro vezes mais desde 2005 - e as mulheres e meninas em risco de abuso (representando cerca de 12%).
Os Estados Unidos, em 2015, aceitaram 82.491 solicitações de reassentamento do ACNUR - equivalente a 62% de todas as submissões, seguido por Canadá (22.886), Austrália (9.321), Noruega (3.806) e Reino Unido (3.622).
Na África, o número de pedidos aumentou de 35.079, em 2014, para 38.870, em 2015. Também em 2015, um total de 21.620 pedidos vieram de países da região da Ásia-Pacífico, cerca de 16% das solicitações globais. Estes dados representam uma queda comparados aos anos anteriores, devido, em parte, pela busca de outras soluções na região.
Nas Américas, apenas 1.390 solicitações foram feitas em 2015, ante 1.800 em 2014, refletindo os esforços feitos no Equador para a integração de refugiados colombianos.
Um total de 53.331 pedidos foram provenientes de operações do ACNUR nas regiões do Oriente Médio e no Norte da África, representando um aumento de 130% a partir de 2014 e cerca de 40% do total global. Os escritórios do ACNUR na Europa registraram o maior número de pedidos desta década na região, um total de 18.833, principalmente por parte daqueles que se encontram na Turquia.
Para enfrentar as crescentes necessidades, o ACNUR também está focando em como caminhos complementares, tais como vistos humanitários, reunião familiar e bolsas de estudo poderiam ajudar, sendo pontes entre essas lacunas de necessidades existentes. Em uma conferência de alto nível em Genebra, em março passado, o ACNUR pediu aos países de todo o mundo que oferecessem acolhimento por meio da política de reassentamento e outros canais a 10% dos refugiados sírios, o que significa 480.000 pessoas.
O relatório Projeções do ACNUR para a Necessidade de Reassentamento Global 2017 foi lançado no primeiro dia das Consultas Anuais Tripartidas para Reassentamento, reunindo representantes do ACNUR, de países de reassentamento e ONGs. O evento foi co-presidido pelo governo holandês e pelo Conselho Holandês para os Refugiados, em parceria com o ACNUR, e representa o fórum multilateral mais importante para o avanço da agenda de reassentamento em benefício de refugiados e comunidades de acolhimento.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Projeto de Cinema Francês na UFU faz exibição no MUnA

Neste  sábado, dia  18  de  junho  de  2016  , as 17h00 , no MUnA  haverá  a  exibição  de  mais  um  filme   do "Projeto de  Cinema Francês no MUNA".

Desta  vez  , o filme  a  ser  exibido  será : "PAPA  ou  MAMAN"(2015) / em português  : "Relacionamento à  francesa "

É  uma  comédia do diretor MARTIN  BOURBOULON. Um filme  do  Festival Varilux  de  Cinema  Francês ( 2015 ) que  acontece  todos  os  anos . É a  história  de  um casal  que  decide  se  separar , mas nenhum deles  quer ficar  com a  guarda dos  três  filhos.
MUnA - UFU
Praça Cícero Macedo, 309 - Fundinho, Uberlândia - MG

terça-feira, 14 de junho de 2016

Professor analisa a diversidade na semântica do estereótipo

Segundo Alexino Ferreira, o preconceito necessita de estereótipos para se processar, ao passo que a discriminação já seria a efetivação do preconceito
“Ao se falar em diversidade, é impossível não mencionar preconceito, discriminação, racismo, estereótipo.” A afirmação é do colunista Ricardo Alexino Ferreira para sua coluna “Diversidades”, que trata justamente dessas terminologias.
Segundo ele, elas envolvem as relações interpessoais, geralmente marcadas pela ideia de superioridade de um indivíduo, ou grupo, sobre o outro.
Alexino observa, contudo, que cada uma dessas terminologias tem sentido diferente e pode ou não ser considerada crime. Em seguida, ele se propõe a elaborar os diferentes conceitos que definem esses termos.

"Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas". Augusto Cury

'Cabides solidários' na Grande BH oferecem casacos a moradores de rua 

Campanha é realizada em quatro locais públicos de Contagem.
Doações são oferecidas em pregos colocados em árvores.
Leia a matéria completa em
e inspire-se para levar essa ideia para a sua cidade!

"A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana". Franz Kafka

Servas lança campanha para arrecadar agasalhos em Belo Horizonte

Várias regiões da capital terão pontos de coleta das peças de inverno. Roupas e cobertores serão recolhidos todas as semanas e entregues a moradores de rua

Nesta quinta-feira (11/6), o Servas – Serviço Voluntário de Assistência Social lança a campanha #CalorHumano, que tem o objetivo de arrecadar roupas e cobertores para doar a uma das populações que mais precisam e que menos têm como se aquecer no frio. 

Com duração de dois meses, a campanha conta a parceria do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Governo de Minas Gerais, Centro Universitário UniBH, academia Companhia Athletica, supermercado Verdemar, shopping center Diamond Mall, companhia TAM Linhas Aéreas e o portal SouBH. 

Os pontos de coleta serão na sede do Servas, no bairro Funcionários, nos três prédios da Cidade Administrativa de Minas Gerais, no bairro Serra Verde, que contam com 17 mil servidores, e nas unidades disponibilizadas por cada parceiro, locais de grande circulação.

As retiradas do material doado serão feitas ao final de cada semana para que as entregas aos moradores de rua não atrasem, já que as temperaturas em Belo Horizonte vêm atingindo níveis baixos.

 "A temperatura está cada vez mais baixa e esse é um comentário frequente na cidade. Enquanto para uns sobram casacos, cachecóis e cobertores, para outros falta muito, e o frio é o mesmo para todos”, afirma a presidente do Servas, Carolina Oliveira Pimentel. “Se cada um que passar por um ponto de coleta doar uma peça de roupa quentinha, crianças, adultos e idosos receberão essa prova de carinho e solidariedade”, completa.

Com o lema “Calor Humano: doar agasalhos e cobertores esquenta, conforta e faz o inverno ficar mais quentinho”, o Servas espera arrecadar um número significativo de roupas e cobertores para distribuir para o maior número possível de pessoas. As entregas serão feitas em parceria com a Coordenadoria Inclusão e Mobilização Sociais (CIMOS), do MPMG, que já desenvolve trabalhos com moradores de rua em Belo Horizonte.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/servas-lanca-campanha-para-arrecadar-agasalhos-em-belo-horizonte


segunda-feira, 13 de junho de 2016

"A verdadeira educação é aquela que vai ao encontro da criança para realizar a sua libertação". Maria Montessori

Crescer cercado de livros faz bem para você, mostra pesquisa

07/06/2016 - por Isabela Moreira


Um estudo realizado por economistas da Universidade de Pádua, na Itália, mostra que crescer cercado de livros faz bem para as pessoas. Não só isso: a pesquisa, que foi publicada no The Economic Journal sugere ainda que quem teve mais contato com livros durante a infância se sai melhor na vida adulta. [...]

Você sabe qual é o discurso do consumo?

Comportamento do Consumidor

Da economia comportamental às neurociências 



Com Alexandre Morgado e Pedro Calabrez. 



Decisões de negócio são tradicionalmente orientadas por pesquisas de comportamento do consumidor. Estas vêm se especializando, tanto pela diferenciação de seus targets (tipos distintos de consumidores, hábitos e atitudes; shoppers vs. consumidores), quanto pelo aprofundamento metodológico. Atualmente, saberes e técnicas oriundas do campo das neurociências vêm se inserindo no marketing, com impactos significativos sobre as melhores práticas na segmentação de consumidores e preferências, na construção de marcas de valor, bem como sobre o rigor dos estudos de mercado, de maneira mais ampla. Este curso visa atualizar o público interessado sobre o estado da arte do campo, trazendo novas referências conceituais, cases e dinâmicas práticas.
Início: 16/06/2016 
Duração: 4 encontros
Dias: Quintas-Feiras
Horário: das 20h às 22h

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Dia da Língua Portuguesa: dez dicas de como escrever um poema


A data é comemorada nos países lusófonos, em homenagem ao poeta Luís Vaz de Camões, autor de “Os Lusíadas”


“Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer”... Na voz de Renato Russo (Legião Urbana), o trecho do poema de Luís Vaz de Camões popularizou-se no Brasil. Em homenagem ao poeta nascido em Portugal e autor da obra “Os Lusíadas”, comemora-se na próxima sexta-feira (10 de junho), o Dia da Língua Portuguesa.
 
“Os Lusíadas” é considerado o maior poema épico da Língua Portuguesa. É composta por dez cantos, 1.102  estrofes e 8.816 versos que seguem um rígido esquema de rima para contar detalhes da viagem de Vasco da Gama por “mares nunca dantes navegados”. Não à toa, Camões é tido como uma das maiores figuras da literatura lusófona. Mas aventurar-se pelo poema não é privilégio de grandes autores. Se o olhar e os ouvidos estão atentos aos ambientes, às histórias, às pessoas e à sonoridade das palavras, construir um texto com métrica, rima e ritmo é uma questão de prática.
 
O desafio será enfrentado pelos alunos de 5º a 6º anos do Ensino Fundamental de quase 40.000 escolas públicas do Brasil, inscritas na 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, organizada pela Fundação Itaú Social e pelo Ministério da Educação, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
 
Mas as práticas de produção de texto podem – e devem – ser desenvolvidas por todos os professores de Língua Portuguesa das redes públicas e privadas.
 
A Fundação Itaú Social reuniu algumas dicas para auxiliar os professores nas atividades de escrita de poemas nas salas de aula. Confira:
 
·         Reúna antecipadamente o material que irá utilizar, considerando a característica da turma.
·         A escrita precisa de repertório. Organize debates e conversas sobre o tema em sala de aula; forneça orientações que ensinem o aluno a pesquisar e programe atividades interdisciplinares. Realize um trabalho com os alunos para que eles vejam o entorno com outros olhos. Brincar e redescobrir os elementos que os rodeiam ajuda a assumirem uma postura de “poetas”;
·         Considere que um poema pode enaltecer o tema escolhido, mas também pode critica-lo, apontar as mazelas, fazer ironia ou humor, expressar lamento ou melancolia;
·         Apresente uma coletânea de poemas aos estudantes e mostre os elementos que os compõem (louvores a pessoas, lugares e coisas) e as formas que utilizam, indo além da simples qualificação por meio de adjetivos;
·         Trabalhe com as figuras de linguagem e faça os alunos notarem como elas podem ajudar a criar uma imagem do tema. Desenvolva atividades para explorar as figuras do som, como a aliteração e o ritmo, e especialmente as assonâncias no que diz respeito às vogais nasais e nasalizadas;
·         Não é necessário trabalhar com a métrica do poema diretamente, mas faça-o por meio de outras atividades que focalizem o ritmo, buscando cantá-lo em voz alta, marcá-lo com as mãos ou com os pés. Apresente diferentes tipos de textos, como canções e trava-línguas;
·         Explore de diferentes maneiras os jogos sonoros das palavras para que seja possível trazer esse elemento aos olhos e ouvidos dos alunos;
·         Realize várias vezes a leitura em voz alta dos poemas produzidos. Se a leitura puder ser gravada, será mais fácil fazer as observações;
·         Apresente diferentes recursos expressivos, como o uso preciso de pontuação, a troca de rima ou a posição de palavras no verso, a realização de inversões frasais, etc.
·         O processo de escrita exige planejamento, que inclui a produção da primeira versão, a leitura crítica – pelo próprio aluno, pelos colegas e pelo professor –, as várias reescritas, a edição e a revisão final. É esse ajuste fino que gera um bom texto.
 

Fonte: Daniela Martins - Tamer Comunicação / Assessoria de imprensa Fundação Itaú Social

"Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê". Monteiro Lobato