segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Apesar da folia...

Colocando Momo e sua corte para pensar...



Por Alessandra Leles Rocha



Apesar de o carnaval estar chegando ao fim não posso deixar de trazer essa reflexão que, na verdade, encontra-se acima dos festejos e da folia.
Pois bem, pouco antes do rufar inicial dos tambores e tamborins, pessoas vieram a público manifestarem-se contra algumas marchinhas carnavalescas sob o argumento de que sua execução colabora com a disseminação e a reprodução de discursos preconceituosos e ofensivos. Então, de repente, o pavilhão do chamado “Politicamente Correto” foi hasteado e dividiu opiniões país afora.
Não é de hoje que tenho observado uma corrente de pensamento, a qual enxerga nos discursos históricos da sociedade brasileira elementos prejudiciais ao seu desenvolvimento pleno e igualitário. Mas, será que todo o mal a nos rodear é mesmo fruto de uma reafirmação de tempos que já se foram?
Particularmente, eu vejo a história como uma ferramenta fundamental de análise crítico-reflexiva para a sociedade, como um mecanismo de freio e contrapeso para se evitar os velhos e nocivos hábitos de persistir na ignorância e no erro incorrigível. Mesmo nessa ótica sejamos honestos que a humanidade tem feito vista grossa e repetido como nunca o que sabidamente não deveria fazer nunca mais; mas,...
Por mais que nos deparemos, em milhares de páginas amareladas, com fatos e discursos que nos causam desconforto sem precedentes, não seria uma arbitrariedade de nossa parte querer reescrever o passado conforme os nossos próprios pontos de vista? Deixaríamos de nos guiar pelos registros documentais de todas as épocas para nos iluminarmos pela cabeça de quem? Caro (a) leitor (a), o que é a história senão a própria vida? Qual de nós é capaz de diariamente passar o dia anterior a limpo, hein? Pois é.
Então, de repente, colocar sobre a balança as Marchinhas de Carnaval e o que é Politicamente Correto parece, um tanto quanto, esquisito ou, no mínimo, contraditório. Até aonde me consta, o carnaval é visto pela maioria das pessoas, especialmente no Brasil, como uma celebração de vários dias, na qual se é permitido extravasar a liberdade, a alegria, o desejo, o descompromisso; enfim, a rigidez com os valores, os princípios, as condutas torna-se eventualmente flexível, como se a vida passasse a ser justificada e amparada pelo momento do carnaval.
Não é à toa que nessa época do ano se observam o aumento dos relatos de distúrbios sociais; tais como, o número elevado de acidentes automobilísticos, da violência, do consumo e comercialização de drogas e entorpecentes; enfim, nada que nos faça crer que as pessoas estejam de fato se comportando de maneira politicamente correta, concordam? Aliás, a questão do politicamente correto não é mero discurso, não é da boca para fora, está relacionado com algo muito maior chamado cidadania.
Enquanto se enxerga um enorme prejuízo ideológico nas tais marchinhas, que tocam apenas em época de carnaval e são cantadas por pessoas untadas a muito suor e cerveja, o que dizer do prejuízo ideológico da abstenção voluntária de nossas responsabilidades causada pela festança?
A verdade é que ninguém está nem aí para ser politicamente correto, principalmente no carnaval. O próprio Estado sabe disso e nos enche de propagandas e campanhas de conscientização nessa época, para ver se de alguma forma, pelos menos alguns de nós, nos sensibilizamos e nos tornamos politicamente corretos em relação à prevenção da AIDS, à direção defensiva, ao abuso de bebidas alcoólicas etc.
Quando a pessoa sabe exatamente o seu papel na sociedade, quando conhece verdadeiramente os seus direitos e deveres, ela age de maneira consciente e voluntária no ambiente coletivo. Isso significa saber exatamente que ações têm repercussões, desdobramentos maiores ou menores, graves ou não graves, e por isso, é preciso determinar que tipo de influência e/ou de impacto se pretende exercer no meio em que vive. Isso é ser politicamente correto.
Trata-se de uma busca constante e reflexiva em tentar fazer o melhor, em prejudicar minimamente a si e ao coletivo, em ser coerente com a vida e com as pessoas; é saber exatamente de que lado você quer estar e, nem por isso, desrespeitar as opiniões e as convicções das outras pessoas. Ao contrário do que se apregoa por aí, não é uma questão de certo ou errado, de vencer ou perder por se estar desse ou daquele lado; muito menos, de relembrar referências ligadas ao passado.  
Assim, enquanto nos inebriamos na euforia, na fantasia, no “Politicamente Correto” que se discute em filosofias de botequim, permitimos que as máscaras nos afastem e nos ocultem a verdade, que sempre aparece na Quarta-Feira de Cinzas. Penso que precisamos nos ater mais aos fatos, aquilo que é realmente relevante. Enquanto enxergamos o passado com lentes seletivas e bastante nocivas; muros de ódio, de intolerância, de preconceito se erguem rapidamente entre nós. Não sejamos ingênuos, o bastante, para crer que o perigo que nos espreita se esconde ou se dissimula em palavras perdidas no tempo; pois, a verdade é que ele usa mais e mais dos discursos francos e agressivos, longe do “Politicamente Correto”, para demarcar claramente o seu poder de apartação e destruição.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Colóquio "Para Sempre Nosso, Caio F."


O colóquio “Para Sempre Nosso, Caio F. - Escrita de si e autoficção” está com suas inscrições abertas até 1º de março de 2017. O evento se realizará entre 26 e 28 de abril na UFU - Universidade Federal de Uberlândia - MG e contamos com a sua pr esença!

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Homenageamos o autor Caio Fernando Abreu, entretanto nos interessam trabalhos que sigam a temática de “Escrita de si e Autoficção” no seguintes eixos temáticos:
 
Obra de Caio Fernando Abreu
Todos os contos e romances de Caio Fernando Abreu merecem análise e interpretações, seus personagens, seus enredos, os cenários recriados em suas obras, as temáticas dos afetos, dos papéis sociais, as metáforas da doença e da morte, o glamour do rádio e do cinema que ele tão bem retratou em sua produção;
 
Autobiografia ficcional
Quase todos os textos de Caio Fernando Abreu são passados em primeira pessoa, indicando o uso do pronome Eu para um passeio por autobiografias de jornalistas, escritores, prostitutas e toda uma fauna da noite das grandes cidades brasileiras, que escrevem e confessam a seus leitores suas mazelas, seus afetos, amores e desesperanças; textos de outros autores que versam sobre autobiografia ficcional também nos interessam;
 
Autoficção
As brincadeiras que o autor Caio Fernando Abreu faz com seus dados biográficos ao se transfigurar em personagens escritores e jornalistas em seus contos, dando mostras de apostar em um universo ficcional que mistura realidade e ficção, vida e obra muitas vezes com seu olhar irônico para esses entrecruzamentos são aceitos pelo colóquio que também aceita trabalhos que versem sobre os diversos autores que escrevem autoficção, seja em língua estrangeira, seja em língua portuguesa;
 
Adaptações
Literatura, artes e mídias -  a obra de Caio Fernando Abreu recebeu várias adaptações para o cinema, o teatro e a televisão e estas merecem ser analisadas e ganharem interpretações; o colóquio também aceita adaptações de diversas obras literárias, bem como trabalhos que analisam as relações entre as diversas mídias;
 
Literatura e homoerotismo
Trabalhos que analisem textos os mais diversos sobre a temática do homoerotismo seja em produção de escritores brasileiros ou estrangeiros;
 
Homocultura e linguagens
Todos os trabalhos que analisem a produção que se tem feito com relação às temáticas LGBT, queer e afins são bem vindos ao colóquio.

Faça sua inscrição até o dia 1° de março com um resumo de 300 a 500 palavras entrando nesse link:
Aguardamos vocês!
Fonte: Prof. Fábio Camargo - ILEEL / UFU

sábado, 18 de fevereiro de 2017

I ENCONTRO DE DANÇA DE UBERLÂNDIA – CBDD PLATAFORMA ESTADUAL ­- 01 E 02 DE ABRIL DE 2017


Fonte: secretariamunicipaldecultura@uberlandia.mg.gov.br 

HCU-UFU: Estágio voluntário no programa Disque Amamentação

O Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas de Uberlândia da Universidade Federal de Uberlândia (HCU-UFU) recebe até o dia 24 de fevereiro inscrições para estágio voluntário no Programa de Extensão Disque Amamentação.
As inscrições podem ser feitas no Banco de Leite Humano – Bloco 2N - Campus Umuarama, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Para se inscrever os candidatos devem apresentar cópia do documento de identidade, do CPF e do comprovante de matrícula na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Serão oferecidas 20 vagas para alunos do segundo ao sexto período dos cursos de Enfermagem, Medicina, Nutrição, Odontologia e Psicologia da UFU. Os candidatos deverão ter disponibilidade mínima de seis horas semanais (segunda a sábado) durante o período de 12 meses.
A seleção será realizada por meio de prova teórica com questões objetivas, no dia 06 de março, das 17h às 18h, e prova prática com dinâmica de pequenos grupos, com duração de uma hora, no dia 07 de março, das 8h às 12h. O local das avaliações será divulgado no momento da inscrição.
O conteúdo da prova da teórica e demais informações estão no edital disponível no endereço WWW.hc.ufu.br.
O resultado será divulgado no Banco de Leite Humano, no dia 27 de março, às 8h. O treinamento dos aprovados acontecerá na primeira semana do semestre letivo de 2017/1.
                               Ascom HCU-UFU

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HCU-UFU) precisa de doadoras

Banco de Leite Humano precisa doadoras

O Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas de Uberlândia da Universidade Federal de Uberlândia (HCU-UFU) está com estoque baixo e precisa de doadoras. No período de férias, o número de doadoras reduz substancialmente e o volume de leite disponível para os bebês internados fica  insuficiente.
Cerca de 40 crianças internadas na UTI Neonatal do HCU recebem, diariamente, leite do Banco de Leite Humano. Todos os meses, aproximadamente, 80 doadoras ajudam a abastecer o estoque. No mês passado, o número de doações caiu 32,5% em relação a média mensal de 2016. 
As mães que tiverem excesso de leite e quiserem doar podem entrar em contato com a instituição pelo telefone (34) 3218-2666. 
Para ser doadora é preciso ter boa saúde, não fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarros ou drogas ilícitas. As mães que querem doar não precisam ir ao Banco de Leite. Uma equipe do HCU-UFU leva um kit  com frasco de vidro, touca e máscara até a casa da doadora e retorna, posteriormente, para coletar o leite.
Fonte: Ascom HCU-UFU 
(34) 3218-2438/9976-2975

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna

Tropical - Anita Malfatti

Há cem anos, São Paulo assistia à inauguração da Exposição de pintura moderna Anita Malfatti, evento que alteraria para sempre o curso da história da arte no Brasil. Do conjunto ali reunido, chamavam especial atenção as paisagens construídas por meio de manchas de cores fortes e contrastantes, e, nos retratos, os enquadramentos insólitos, as deformações anatômicas, o colorido não naturalista. As extravagâncias expressivas – aos olhos dos matutos que, até então, só haviam tido contato com pinturas acadêmicas ou muito próximas disso – sinalizavam o impacto que a arte de vanguarda tivera sobre a artista durante o período de aprendizado na Alemanha (1910-1913) e nos Estados Unidos (1914-1916). (Leia em http://mam.org.br/exposicao/anita-malfatti-100-anos-de-arte-moderna/)

Serviço
Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna
Curadoria: Regina Teixeira de Barros
Abertura: 7 de fevereiro de 2017 (terça-feira), às 20h
Visitação: até 30 de abril de 2017
Entrada: R$ 6,00 – gratuita aos sábados
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo – Grande Sala
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque Ibirapuera (portões próximos 2 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h) Tel.: (11) 5085-1318 atendimento@mam.org.br
Site do museu: www.mam.org.br www.facebook.com/MAMoficial www.instagram.com/MAMoficial www.youtube.com/MAMoficial Estacionamento dentro do parque com Zona Azul: R$ 5,00 por 2h Acesso para deficientes / Ar condicionado Restaurante / Café

Fonte: Assessoria de imprensa do MAM